Neilson Régis. Tecnologia do Blogger.

"O vazio absoluto existe em alguma parte no espaço universal?
Não, nada é vazio. O que imaginais como vazio é ocupado por uma matéria que escapa aos vossos sentidos e aos vossos instrumentos."

(Questão 36 do Livro dos Espíritos)

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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Site da 21ª Semana Espírita de Mossoró

Amigos ,

Está no ar o site da semana espírita de Mossoró
a página ficou muito bonita.
Clique no link abaixo para ser direcionado

Um grande abraço

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quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Cartaz Semana Espírita de Mossoró

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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

21ª Semana Espírita de Mossoró

SEMANA ESPÍRITA DE MOSSORO - PROGRAMAÇÃO OFICIAL

Data: de 26 a 31 de outubro de 2009
Local: Hotel Villa Oeste - Mossoró - RN
Hora: 19h 30min


TEMA CENTRAL - O SENTIDO DA VIDA

DIA 26 – SEM MEDO DE SER FELIZ – SANDRA BORBA (RN)
DIA 27 – MORRER NÃO É O FIM – ALTAMIR CUNHA (RN)
DIA 28 – A NECESSIDADE DA REENCARNAÇAO – MARIA ANGÉLICA (DF)
DIA 29 – A MISSÃO DO HOMEM NA TERRA - MARIA ANGÉLICA (DF)
DIA 30 – LIVRE ARBÍTRIO E DESTINO – ALBERTO ALMEIDA (PA)
DIA 31 – O SENTIDO DA VIDA – ALBERTO ALMEIDA (PA)


DIA 31 – 14h 30min
SEMINÁRIO: SEXUALIDADE E AMOR - ALBERTO ALMEIDA (PA)
Paralelamente ocorre a Semaninha Espírita, direcionada ao público infanto-juvenil.
Das 08h às 17h - Feira do Livro Espírita na Praça Bento Praxedes - Centro da cidade.


Francinaldo Rafael
FERN/CFE/CREOESTE/Coordenadoria de Comunicação Social

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OS ANTEPASSADOS DO HOMEM

Francinaldo
francinaldorafael@uol.com.br


Um estudo publicado pela revista americana "Science" no dia 2 de outubro aponta para uma evolução paralela de macacos e humanos, após a separação das duas famílias, milhões de anos atrás. Apresentado como novidade para o mundo científico, apenas vem confirmar o que a Doutrina Espírita já afirma há tempos.

No ano de 1938,o médium espírita Chico Xavier psicografou o livro "A Caminho da Luz", de autoria do Espírito Emmanuel. A referida obra apresenta fatos relevantes desde a estruturação geológica da Terra até onde caminhará o homem na sua jornada.

Narra Emmanuel que os trabalhadores do Cristo analisavam a combinação dos complexos celulares, prevendo todas as possibilidades e necessidades do futuro. Os tipos adequados à Terra foram aprontados em todos os reinos da Natureza, eliminando-se os resultados monstruosos das épocas remotas, estando esses guardados hoje somente em museus do mundo. O reino animal experimenta as mais estranhas transições no período terciário, influenciados pelo meio e pela lei de seleção. Ansiosos, procuramos os legítimos antepassados do homem. Não adianta pensar nos lendários Adão e Eva. Eles nunca existiram.

Examinada a questão pela visão realista, vamos encontrar os primeiros antepassados do homem sofrendo processos de aperfeiçoamento da Natureza. No período terciário vamos encontrar os antropoides. Esses antropoides, antepassados do homem terrestre, e os ascendentes dos símios que ainda existem no mundo tiveram sua evolução em pontos convergentes. Daí os parentescos sorológicos entre o organismo do homem moderno e do chipanzé da atualidade.

Reportando-se aos estudiosos que examinaram os assuntos do evolucionismo, Emmanuel esclarece que não houve propriamente uma "descida da árvore", no início da evolução humana. As forças espirituais que dirigem os fenômenos terrestres, sob a orientação do Cristo, estabeleceram, na época da grande flexibilidade dos elementos materiais, uma linhagem definitiva para todas as espécies, dentro das quais o princípio espiritual encontraria o processo de seu aperfeiçoamento, em caminhada para a racionalidade.

Uma transformação profunda realizou-se na estrutura dos antepassados das raças humanas. Como isso terá acontecido? Naturalmente, responde o Benfeitor Espiritual.

Face a tudo isso, permanece cada vez mais atual a recomendação de Allan Kardec, o Codificador: "Se algum dia a Ciência comprovar que o Espiritismo está errado em algum ponto, cumpre aos espíritas abandonarem imediatamente o ponto equivocado e seguirem a orientação da Ciência". Até hoje, homens da ciência apenas têm confirmado informações preciosas repassadas à Terra pelos Instrutores Espirituais.

_______________________________________________________________
Francinaldo é estudante de jornalismo, e atual sub-coordenador de Comunicação Social
da Creoeste. Escreve a coluna Enfoques Espíritas toda terça-feira no jornal O Mossoroense

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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Divindade do Cristo

Neste artigo, José Herculano Pires esclarece a questão da Divindade do Cristo pregada por algumas religiões. Quanto á Maria muitos espíritas ainda trazem resquícios de sua antiga fé e produzem uma certa confusão no meio espírita. A leitura deste artigo será muito salutar .



“Vai para os meus irmãos e dize-lhes
que eu subo para o Meu e Nosso Pai”

Posição dos espíritas no tocante à divindade de Jesus
– Elevação espiritual de Maria.
Os espíritas são, em geral, acusados de não aceitarem a divindade de Jesus, não considerarem Maria com o devido respeito e não admitirem a sua elevada posição na hierarquia espiritual. De vez em quando, leitores pertencentes a outras religiões, mas que nos honram com a sua atenção, escrevem-nos a propósito. Procuraremos dar, nesta crônica, uma resposta geral às perguntas que nos são formuladas, advertindo que não temos a intenção de ferir suscetibilidades ou melindrar as crenças alheias. Nossa intenção é apenas a de esclarecer a posição espírita, que os leitores poderão aproveitar ou reprovar, de acordo com o critério próprio de cada um. Não tentamos proselitismo. Queremos apenas responder com clareza.
O problema da divindade de Jesus implica posições diversas, decorrentes do sentido que atribuirmos à palavra “divindade”. Os católicos e os protestantes, ao se referirem à divindade de Jesus, atribuem-lhe natureza divina no sentido de participação na própria essência da Divindade. Jesus é divino porque é Deus, porque participa do mistério da Divindade. Ele mesmo é Deus. Os espíritas negam essa interpretação da divindade de Jesus, mas não a sua natureza divina. Para o Espiritismo, Jesus não é Deus, não participa do mistério da Pessoa Única, mas nem por isso deixa de ser divino.
Os espíritas rejeitam, portanto, o dogma da Trindade e o mistério da participação da pessoa de Jesus na Suprema Pessoa. Segundo o Espiritismo, Deus é Uno. Dele procedem todas as coisas. Jesus é Seu filho, como todos nós o somos. Nesse ponto, estamos em pé de igualdade com Jesus, somos irmãos do Divino Mestre. Mas enquanto somos humanos, Jesus é divino. E o é, porque está muito acima de nós, no tocante à realização espiritual. Ele é, pois, o nosso Irmão Maior, que já conseguiu depurar-se das imperfeições humanas, atingindo a divindade do espírito, que o liga a Deus, como um filho dileto ao Pai amoroso. Jesus é para a Terra como o Demiurgo de Platão. É a suprema autoridade espiritual do nosso planeta. Deve ser adorado em espírito e verdade, pelos que compreendem a sua divindade, mas não pode ser confundido com Deus, que é “a inteligência suprema e causa primeira de todas as coisas”. Jesus é o preposto de Deus na Terra. Mas o Universo é infinito e Deus é o supremo arquiteto e o supremo regente de todos os mundos. Os espíritas se recusam a confundir o salvador planetário com a Inteligência Infinita.
Essa posição espírita encontra apoio nas próprias palavras de Jesus. Na ressurreição, Ele disse a Maria Madalena: “Vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai”, como vemos em João, 20:17, confirmado por Mateus, 28:10, onde se repete a expressão “meus irmãos”. Também Paulo, cujas palavras serviram para tantas contradições teológicas, lembra em Hebreus, 6:20, que Jesus é “nosso precursor”, e em Romanos, 8:17, que somos filhos de Deus e portanto Seus herdeiros, acrescentando: “e co-herdeiros de Cristo”. Somos, pois, filhos de Deus e co-herdeiros de nosso Irmão Maior, que é Jesus, na herança de Deus.
No tocante a Maria, o Espiritismo a respeita como Espírito da mais alta evolução, “vaso escolhido” para servir de veículo à encarnação do Senhor. O que os espíritas não admitem é que se chame a Divina Mãe de Jesus de Mãe de Deus, por considerarem isso um absurdo. Como pode uma criatura ser mãe do Criador? Mãe de Jesus, sim; mas de Deus, não. E com isso os espíritas não faltam com o respeito à Mãe de Jesus. Apenas evitam cometer o que consideram um erro, que de maneira alguma seria grato ao próprio e puríssimo Espírito de Maria de Nazaré.
A posição espírita, portanto, só pode ser considerada irreverente ou pecaminosa dentro de um ponto de vista dogmático, num julgamento sectário. Essa posição, aliás, coincide com a de cristão dos primeiros tempos, bem como e com a de figuras esplendentes do Cristianismo entre os séculos III e V, quando se forjava pela força a unidade da igreja, com a supressão violenta das heresias. O que então foi considerado herege, ainda hoje o é. Mas estamos vivendo em novos tempos, e o que hoje prevalece não é mais o princípio de autoridade, e sim o de razão. Os espíritas defendem a sua posição com argumentos racionais, e não através de princípios fideístas. Jesus é para o Espiritismo o supremo guia e modelo da humanidade, como vemos em “O Livro dos Espíritos”, pergunta 625. Mas não é Deus, porque Deus, como vemos na pergunta primeira do mesmo livro, é “a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas”, irredutível ao processo efêmero, finito e obscuro da encarnação humana.


Fonte : José Herculano Pires

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21ª Semana Espírita de Mossoró

SEMANA ESPÍRITA DE MOSSORO - PROGRAMAÇÃO OFICIAL

Data: de 26 a 31 de outubro de 2009
Local: Hotel Villa Oeste - Mossoró - RN
Hora: 19h 30min


TEMA CENTRAL - O SENTIDO DA VIDA

DIA 26 – SEM MEDO DE SER FELIZ – SANDRA BORBA (RN)
DIA 27 – MORRER NÃO É O FIM – ALTAMIR CUNHA (RN)
DIA 28 – A NECESSIDADE DA REENCARNAÇAO – MARIA ANGÉLICA (DF)
DIA 29 – A MISSÃO DO HOMEM NA TERRA - MARIA ANGÉLICA (DF)
DIA 30 – LIVRE ARBÍTRIO E DESTINO – ALBERTO ALMEIDA (PA)
DIA 31 – O SENTIDO DA VIDA – ALBERTO ALMEIDA (PA)


DIA 31 – 14h 30min
SEMINÁRIO: SEXUALIDADE E AMOR - ALBERTO ALMEIDA (PA)
Paralelamente ocorre a Semaninha Espírita, direcionada ao público infanto-juvenil.
Das 08h às 17h - Feira do Livro Espírita na Praça Bento Praxedes - Centro da cidade.


Francinaldo Rafael
FERN/CFE/CREOESTE/Coordenadoria de Comunicação Social

OS ANTEPASSADOS DO HOMEM

Francinaldo
francinaldorafael@uol.com.br


Um estudo publicado pela revista americana "Science" no dia 2 de outubro aponta para uma evolução paralela de macacos e humanos, após a separação das duas famílias, milhões de anos atrás. Apresentado como novidade para o mundo científico, apenas vem confirmar o que a Doutrina Espírita já afirma há tempos.

No ano de 1938,o médium espírita Chico Xavier psicografou o livro "A Caminho da Luz", de autoria do Espírito Emmanuel. A referida obra apresenta fatos relevantes desde a estruturação geológica da Terra até onde caminhará o homem na sua jornada.

Narra Emmanuel que os trabalhadores do Cristo analisavam a combinação dos complexos celulares, prevendo todas as possibilidades e necessidades do futuro. Os tipos adequados à Terra foram aprontados em todos os reinos da Natureza, eliminando-se os resultados monstruosos das épocas remotas, estando esses guardados hoje somente em museus do mundo. O reino animal experimenta as mais estranhas transições no período terciário, influenciados pelo meio e pela lei de seleção. Ansiosos, procuramos os legítimos antepassados do homem. Não adianta pensar nos lendários Adão e Eva. Eles nunca existiram.

Examinada a questão pela visão realista, vamos encontrar os primeiros antepassados do homem sofrendo processos de aperfeiçoamento da Natureza. No período terciário vamos encontrar os antropoides. Esses antropoides, antepassados do homem terrestre, e os ascendentes dos símios que ainda existem no mundo tiveram sua evolução em pontos convergentes. Daí os parentescos sorológicos entre o organismo do homem moderno e do chipanzé da atualidade.

Reportando-se aos estudiosos que examinaram os assuntos do evolucionismo, Emmanuel esclarece que não houve propriamente uma "descida da árvore", no início da evolução humana. As forças espirituais que dirigem os fenômenos terrestres, sob a orientação do Cristo, estabeleceram, na época da grande flexibilidade dos elementos materiais, uma linhagem definitiva para todas as espécies, dentro das quais o princípio espiritual encontraria o processo de seu aperfeiçoamento, em caminhada para a racionalidade.

Uma transformação profunda realizou-se na estrutura dos antepassados das raças humanas. Como isso terá acontecido? Naturalmente, responde o Benfeitor Espiritual.

Face a tudo isso, permanece cada vez mais atual a recomendação de Allan Kardec, o Codificador: "Se algum dia a Ciência comprovar que o Espiritismo está errado em algum ponto, cumpre aos espíritas abandonarem imediatamente o ponto equivocado e seguirem a orientação da Ciência". Até hoje, homens da ciência apenas têm confirmado informações preciosas repassadas à Terra pelos Instrutores Espirituais.

_______________________________________________________________
Francinaldo é estudante de jornalismo, e atual sub-coordenador de Comunicação Social
da Creoeste. Escreve a coluna Enfoques Espíritas toda terça-feira no jornal O Mossoroense

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Divindade do Cristo

Neste artigo, José Herculano Pires esclarece a questão da Divindade do Cristo pregada por algumas religiões. Quanto á Maria muitos espíritas ainda trazem resquícios de sua antiga fé e produzem uma certa confusão no meio espírita. A leitura deste artigo será muito salutar .



“Vai para os meus irmãos e dize-lhes
que eu subo para o Meu e Nosso Pai”

Posição dos espíritas no tocante à divindade de Jesus
– Elevação espiritual de Maria.
Os espíritas são, em geral, acusados de não aceitarem a divindade de Jesus, não considerarem Maria com o devido respeito e não admitirem a sua elevada posição na hierarquia espiritual. De vez em quando, leitores pertencentes a outras religiões, mas que nos honram com a sua atenção, escrevem-nos a propósito. Procuraremos dar, nesta crônica, uma resposta geral às perguntas que nos são formuladas, advertindo que não temos a intenção de ferir suscetibilidades ou melindrar as crenças alheias. Nossa intenção é apenas a de esclarecer a posição espírita, que os leitores poderão aproveitar ou reprovar, de acordo com o critério próprio de cada um. Não tentamos proselitismo. Queremos apenas responder com clareza.
O problema da divindade de Jesus implica posições diversas, decorrentes do sentido que atribuirmos à palavra “divindade”. Os católicos e os protestantes, ao se referirem à divindade de Jesus, atribuem-lhe natureza divina no sentido de participação na própria essência da Divindade. Jesus é divino porque é Deus, porque participa do mistério da Divindade. Ele mesmo é Deus. Os espíritas negam essa interpretação da divindade de Jesus, mas não a sua natureza divina. Para o Espiritismo, Jesus não é Deus, não participa do mistério da Pessoa Única, mas nem por isso deixa de ser divino.
Os espíritas rejeitam, portanto, o dogma da Trindade e o mistério da participação da pessoa de Jesus na Suprema Pessoa. Segundo o Espiritismo, Deus é Uno. Dele procedem todas as coisas. Jesus é Seu filho, como todos nós o somos. Nesse ponto, estamos em pé de igualdade com Jesus, somos irmãos do Divino Mestre. Mas enquanto somos humanos, Jesus é divino. E o é, porque está muito acima de nós, no tocante à realização espiritual. Ele é, pois, o nosso Irmão Maior, que já conseguiu depurar-se das imperfeições humanas, atingindo a divindade do espírito, que o liga a Deus, como um filho dileto ao Pai amoroso. Jesus é para a Terra como o Demiurgo de Platão. É a suprema autoridade espiritual do nosso planeta. Deve ser adorado em espírito e verdade, pelos que compreendem a sua divindade, mas não pode ser confundido com Deus, que é “a inteligência suprema e causa primeira de todas as coisas”. Jesus é o preposto de Deus na Terra. Mas o Universo é infinito e Deus é o supremo arquiteto e o supremo regente de todos os mundos. Os espíritas se recusam a confundir o salvador planetário com a Inteligência Infinita.
Essa posição espírita encontra apoio nas próprias palavras de Jesus. Na ressurreição, Ele disse a Maria Madalena: “Vai para meus irmãos, e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai”, como vemos em João, 20:17, confirmado por Mateus, 28:10, onde se repete a expressão “meus irmãos”. Também Paulo, cujas palavras serviram para tantas contradições teológicas, lembra em Hebreus, 6:20, que Jesus é “nosso precursor”, e em Romanos, 8:17, que somos filhos de Deus e portanto Seus herdeiros, acrescentando: “e co-herdeiros de Cristo”. Somos, pois, filhos de Deus e co-herdeiros de nosso Irmão Maior, que é Jesus, na herança de Deus.
No tocante a Maria, o Espiritismo a respeita como Espírito da mais alta evolução, “vaso escolhido” para servir de veículo à encarnação do Senhor. O que os espíritas não admitem é que se chame a Divina Mãe de Jesus de Mãe de Deus, por considerarem isso um absurdo. Como pode uma criatura ser mãe do Criador? Mãe de Jesus, sim; mas de Deus, não. E com isso os espíritas não faltam com o respeito à Mãe de Jesus. Apenas evitam cometer o que consideram um erro, que de maneira alguma seria grato ao próprio e puríssimo Espírito de Maria de Nazaré.
A posição espírita, portanto, só pode ser considerada irreverente ou pecaminosa dentro de um ponto de vista dogmático, num julgamento sectário. Essa posição, aliás, coincide com a de cristão dos primeiros tempos, bem como e com a de figuras esplendentes do Cristianismo entre os séculos III e V, quando se forjava pela força a unidade da igreja, com a supressão violenta das heresias. O que então foi considerado herege, ainda hoje o é. Mas estamos vivendo em novos tempos, e o que hoje prevalece não é mais o princípio de autoridade, e sim o de razão. Os espíritas defendem a sua posição com argumentos racionais, e não através de princípios fideístas. Jesus é para o Espiritismo o supremo guia e modelo da humanidade, como vemos em “O Livro dos Espíritos”, pergunta 625. Mas não é Deus, porque Deus, como vemos na pergunta primeira do mesmo livro, é “a inteligência suprema, causa primeira de todas as coisas”, irredutível ao processo efêmero, finito e obscuro da encarnação humana.


Fonte : José Herculano Pires

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