Neilson Régis. Tecnologia do Blogger.

"O vazio absoluto existe em alguma parte no espaço universal?
Não, nada é vazio. O que imaginais como vazio é ocupado por uma matéria que escapa aos vossos sentidos e aos vossos instrumentos."

(Questão 36 do Livro dos Espíritos)

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O estado de coma ante os conceitos espíritas

Olá amigos! Saudações fraternais.
Recebi um artigo muito interessante do amigo Francimar, o artigo é sobre o "estado de coma" e o autor é Jorge Hessen. Vou postar o artigo na integra.

Boa leitura e Feliz Natal.


A palavra "coma" advém do termo grego koma, que significa "estado de dormir", mas estar em coma não é o mesmo que estar dormindo. Alguns pacientes em estado comatoso podem sair do problema depois de algum tempo. Porém, há uma grande diferença entre estar em coma e estar em estado vegetativo. Este último é um tipo de coma em que o paciente, quando desperto ou quando dorme, não reage aos estímulos. Há vários conceitos e muitas incertezas sobre esses estados de inconsciência. Sabe-se, porém, que as taxas de sobrevivência ao coma são de, até, 50%, e pouco menos de 10% saem do coma e conseguem uma recuperação completa.

Os pesquisadores acreditam que a consciência depende da constante transmissão de sinais químicos do tronco cerebral e tálamo para o cérebro. Essas áreas estão conectadas por caminhos neurais chamados Substância Reticular Ativada. Qualquer interrupção nessas mensagens pode colocar a pessoa em um estado alterado de consciência.

Em dezembro de 1999, uma enfermeira estava arrumando os lençóis da cama quando a paciente White Bull, repentinamente, sentou-se e exclamou: "Não faça isso!", fato, esse, que foi uma grande surpresa para a família. Bull ficou em coma por 16 anos e os médicos haviam dito aos familiares que ela jamais voltaria ao estado de consciência. Outra ocorrência surpreendente aconteceu, há cinco anos, com o bombeiro Donald Herbert. Ele teve queimaduras graves, em 1995, quando o teto de um prédio em chamas desabou sobre seu corpo. Herbert ficou em coma por 10 anos e, quando os médicos lhe prescreveram drogas, normalmente usadas para tratar mal de Parkinson, depressão e problemas de déficit de atenção, Donald acordou e falou com sua família por 14 horas sem parar.

Em um noticiário recente, temos informação sobre o caso Rom Houben, que foi vítima de um acidente de carro, em 1983, aos 20 anos, e diagnosticado o estado vegetativo do paciente. Um especialista, porém, usando um tomógrafo, que não estava disponível nos anos 80, afirma ter descoberto que Rom sofria de um tipo de enclausuramento psíquico ou "síndrome de prisão", em que a pessoa não consegue falar ou se mover, todavia pode pensar. O médico, então, disponibilizou um equipamento e o paciente começou a se comunicar, ajudado por uma terapeuta. (1) Com o dedo esticado, Rom digita, com surpreendente rapidez, em um computador de tela sensível ao toque, relatando sobre como se sentia "sozinho, solitário e frustrado", nos 23 anos em que ficou preso a um corpo paralisado. Para os descrentes, as respostas de Houben parecem artificiais para alguém com danos tão profundos e que passou décadas sem se comunicar. Porém, a equipe médica, que cuida de Houben, atesta que realizou testes especiais para comprovar que a comunicação do paciente, de fato, está ocorrendo.

O corpo físico de uma pessoa em coma não é capaz de perceber os estímulos internos e externos e de reagir, fisicamente, a esses estímulos apreendidos. Mas, espiritualmente, o indivíduo é capaz de perceber o que acontece em seu redor. Em verdade, quando o corpo entra em um estado neurofisiológico alterado ("estados alterados de consciência"), como o sono físico, o sonambulismo, o êxtase, o coma, etc., o perispírito tem possibilidade de expandir-se, e o Espírito se liberta, parcialmente, do corpo em repouso, embora ainda ligado, a esse, por um "laço" fluídico, sem o qual desencarnaria.

A Doutrina Espírita explica que o homem é constituído de três partes: o corpo físico, que possui automatismos biológicos dirigidos pela mente; o Espírito, centro da inteligência, indestrutível, que sobrevive à morte do corpo, libertando-se e retornando à vida espiritual, para voltar à vida material em uma nova reencarnação; e, finalmente, o perispírito, laço de união entre o Espírito e a matéria, corpo fluídico semi-material (energético) que "reveste" o Espírito e permite a ligação, deste, com o corpo.

Na Codificação, não encontramos farta referência sobre o coma, propriamente dito. Contudo, podemos compreender o que se passa com o Espírito no estado comatoso, refletindo as lições dos Benfeitores Espirituais, consoante explica O Livro dos Espíritos sobre "estado de letargia e morte aparente." (2) Para Kardec, "a letargia e a catalepsia têm o mesmo princípio, que é a perda momentânea da sensibilidade e do movimento (...)". Portanto, se no sono e na letargia a alma não fica presa ao corpo, a fortiori não ficará presa no coma, até porque "(...) o Espírito jamais fica inativo" (3)

No entanto, há pacientes, em estado de coma, que muitas vezes ficam presentes no local onde seus corpos ficam paralisados, presenciando o que ocorre ao seu redor ou em qualquer lugar, à semelhança do que confirma o caso Rom Houben. Se familiares, amigos ou médicos conversarem com o paciente, podem ter a certeza de que ele terá condições de ouvir e ver, sem, contudo, ter a capacidade de dar a resposta "física". Pode, até, surgir, normalmente, em sonhos, pois quem está aprisionado na cama é o corpo e não o Espírito. Portanto, o Espírito não fica preso o tempo todo ao corpo doente, pois, neste, só funciona a vida vegetativa e, nesse estado, o corpo só precisa do Espírito para mantê-lo vivo; o Espírito, somente "preso ao corpo" ficaria inativo, sem condições instrumentais para evoluir. Por isso, sabemos que, no coma, o Espírito poderá estar em outras dimensões, sem estar adstrito ao corpo, em situação semelhante ao de uma pessoa dormindo.

A miopia médica, para as questões espirituais, tem atrasado os avanços necessários para o tratamento integral do ser humano. A causa para alguém passar muito tempo em estado de coma, embora com profunda consciência na intimidade do ser, e compreendendo a Lei Divina como perfeita, é certo que essa experiência deva servir de resgate de débitos morais contraídos em outras vidas, ante a justiça do princípio da reencarnação.


FONTES:
(1) Linda Wouters é a terapeuta e afirmou à Associated Press que pode senti-lo guiar sua mão com uma pressão sutil vinda de seus dedos, e que inclusive percebe sua negativa quando digita uma letra errada
(2) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2001, questões 422/424
(3) idem, questão 401.

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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Isso não é Espiritismo

Por Francinaldo Rafael
francinaldorafael@uol.com.br


Em uma rádio escutei a seguinte propaganda: "Fulano de Tal, médium, tarólogo e espírita, faz e desfaz qualquer trabalho. Consultas com hora marcada, R$ 50,00". Prontamente esclareço a você que lê este artigo: não se trata de um espírita. É alguém utilizando a credibilidade do espiritismo em proveito próprio.

Muitas seitas, cultos, rituais ou religiões usam em suas práticas a comunicação com os espíritos, jogos de tarô, cartas, quiromancia e outras tantas. Equivocadamente são confundidas com Espiritismo. Merecem todo nosso respeito, porém, cabe esclarecer que são adeptas do esoterismo ou espiritualismo. E nem todo espiritualista é espírita. O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal. É o conjunto de princípios e leis, revelado pelos espíritos superiores, contido nas obras organizadas por Allan Kardec, que constituem a Codificação Espírita: "O Livro dos Espíritos", "O Livro dos Médiuns", "O Evangelho Segundo o Espiritismo", "O Céu e o Inferno" e "A Gênese". Permite às criaturas o conhecimento das coisas, fazendo que saibam de onde vêm, para onde vão e por que estão na Terra; atrai para os verdadeir os princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança; abrange todas as áreas do conhecimento, das atividades e do comportamento humano, apresentando caminhos para a regeneração da humanidade.

Toda a prática espírita é gratuita, como orienta o princípio moral do Evangelho: "Dai de graça o que de graça recebestes". É realizada com simplicidade. Não tem sacerdotes e não adota nem usa em suas reuniões altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões de indulgência, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais ou quaisquer outros objetos, rituais ou formas de culto exterior.

A Doutrina Espírita esclarece que todo ser humano é portador de mediunidade em variados graus e ninguém é obrigado a "desenvolvê-la". O local que cobra dinheiro ou qualquer favorecimento material, não é um centro espírita. Como tudo na vida pode se tornar objeto de exploração, não nos surpreende alguém querer explorar o lado daquilo que equivocadamente chamam de sobrenatural. Médiuns interesseiros não são apenas os que exijam recompensas financeiras ou materiais, mas também os ambiciosos desejando reconhecimento pessoal. Em resumo, a mediunidade é uma faculdade concedida para o bem, e os bons espíritos se afastam de quem pretenda fazer dela um degrau para chegar ao que quer que seja que não corresponda aos objetivos divinos. Daí o grande número de embusteiros e falsos médiuns, dispostos a ludibriarem em proveito próprio.

Portanto, é dever do Espiritismo disseminar o esclarecimento, pois respeita todas as religiões e doutrinas, valoriza todos os esforços para a prática do bem, pela confraternização e pela paz entre os homens, independente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, orientação sexual, nível cultural ou social. Reconhece que "o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei da justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza".

____________________________________________________________________________
Francinaldo é estudante de jornalismo, e atual sub-coordenador de Comunicação Social
da Creoeste. Escreve a coluna Enfoques Espíritas toda terça-feira no jornal O Mossoroense.

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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

HOMOSSEXUALIDADE

Por Francinaldo Rafael
francinaldorafael@uol.com.br

Há oportunidade em que o público encaminha suas perguntas aos palestrantes da Semana Espírita de Mossoró, um dos principais questionamentos é acerca da homossexualidade. Certamente isso se dá em virtude de ser a Doutrina Espírita um dos poucos segmentos que compreende, explica e orienta sem nenhum preconceito.

Essa temática é bastante complexa porque não envolve apenas a questão de orientação sexual e afetiva. Há de se levar em conta também os desdobramentos do seu entorno, como a união legal, constituição de família, adoção de filhos, entre outros. Mas talvez o fator mais preponderante seja o preconceito enraizado na sociedade e o sentimento de culpa que é imputado a muitos que transitam nessa condição sexual.

Esclarece-nos o Espírito Emmanuel através da psicografia do médium espírita Chico Xavier (livro: Vida e Sexo) que em virtude das sucessivas reencarnações às quais todos nós estamos submetidos, o Espírito reencarna ora em posição de masculinidade, ora em feminilidade, o que sedimenta o fenômeno da bissexualidade mais ou menos marcante em quase todas as criaturas. Assim, o homem e a mulher serão desse modo, acentuadamente masculino ou acentuadamente feminina, sem especificação psicológica absoluta. A face disso, a individualidade em trânsito, da experiência feminina para a masculina ou vice-versa, ao reencarnar, demonstrará fatalmente os traços da feminilidade em que terá estagiado por muitos séculos, em que pese ao corpo de formação masculina. Idêntico processo pode ser visto com referência à mulher nas mesmas circunstâncias. Não necessariamente isso significa transitar pela homossexualidad e.

Recomenda o Espírito Joanna de Ângelis através da psicografia de Divaldo Franco (livro: Constelação Familiar) que se os pais notarem comportamentos nos filhos como preferência de natureza homossexual, devem examinar com espontaneidade sobre o significado da ocorrência, orientando o filho ou a filha para atitudes saudáveis de respeito a si mesmo, sem deixar que se instalem conflitos. Não tomar como uma infelicidade ou punição divina. Considerar a conduta moral acima do direcionamento sexual, pois a reencarnação é oportunidade de educação dos sentimentos e de aprimoramento das faculdades intelecto-morais, cabendo a cada um exercer a sua sexualidade conforme a sua constituição emocional, dentro dos padrões de dignidade e harmonia pessoal. As velhas impressões desagradáveis e preconceitos a respeito da ocorrência devem dar lugar às determinações das Leis Soberanas que dão oportunidade ao Espírit o encarnar numa ou noutra polaridade, a fim de desenvolver os valores relativos a uma como a outra experiência.

A coletividade humana aprenderá gradativamente a compreender que os conceitos de normalidade e anormalidade deixam a desejar, quando se trate de sinais morfológicos, uma vez que a dignidade e personalidade independem da vivência numa ou noutra condição sexual.

____________________________________________________________________________
Francinaldo é estudante de jornalismo, e atual sub-coordenador de Comunicação Social
da Creoeste. Escreve a coluna Enfoques Espíritas toda terça-feira no jornal O Mossoroense.

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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Fotos da 21ª Semana Espírita de Mossoró

Foto: 4midia Comunicação Integrada

Foto: 4midia Comunicação Integrada


Foto: 4midia Comunicação Integrada



Foto: 4midia Comunicação Integrada


Foto: 4midia Comunicação Integrada



Foto: 4midia Comunicação Integrada





Foto: 4midia Comunicação Integrada



Foto: 4midia Comunicação Integrada





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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Site da 21ª Semana Espírita de Mossoró

Amigos ,

Está no ar o site da semana espírita de Mossoró
a página ficou muito bonita.
Clique no link abaixo para ser direcionado

Um grande abraço

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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

O estado de coma ante os conceitos espíritas

Olá amigos! Saudações fraternais.
Recebi um artigo muito interessante do amigo Francimar, o artigo é sobre o "estado de coma" e o autor é Jorge Hessen. Vou postar o artigo na integra.

Boa leitura e Feliz Natal.


A palavra "coma" advém do termo grego koma, que significa "estado de dormir", mas estar em coma não é o mesmo que estar dormindo. Alguns pacientes em estado comatoso podem sair do problema depois de algum tempo. Porém, há uma grande diferença entre estar em coma e estar em estado vegetativo. Este último é um tipo de coma em que o paciente, quando desperto ou quando dorme, não reage aos estímulos. Há vários conceitos e muitas incertezas sobre esses estados de inconsciência. Sabe-se, porém, que as taxas de sobrevivência ao coma são de, até, 50%, e pouco menos de 10% saem do coma e conseguem uma recuperação completa.

Os pesquisadores acreditam que a consciência depende da constante transmissão de sinais químicos do tronco cerebral e tálamo para o cérebro. Essas áreas estão conectadas por caminhos neurais chamados Substância Reticular Ativada. Qualquer interrupção nessas mensagens pode colocar a pessoa em um estado alterado de consciência.

Em dezembro de 1999, uma enfermeira estava arrumando os lençóis da cama quando a paciente White Bull, repentinamente, sentou-se e exclamou: "Não faça isso!", fato, esse, que foi uma grande surpresa para a família. Bull ficou em coma por 16 anos e os médicos haviam dito aos familiares que ela jamais voltaria ao estado de consciência. Outra ocorrência surpreendente aconteceu, há cinco anos, com o bombeiro Donald Herbert. Ele teve queimaduras graves, em 1995, quando o teto de um prédio em chamas desabou sobre seu corpo. Herbert ficou em coma por 10 anos e, quando os médicos lhe prescreveram drogas, normalmente usadas para tratar mal de Parkinson, depressão e problemas de déficit de atenção, Donald acordou e falou com sua família por 14 horas sem parar.

Em um noticiário recente, temos informação sobre o caso Rom Houben, que foi vítima de um acidente de carro, em 1983, aos 20 anos, e diagnosticado o estado vegetativo do paciente. Um especialista, porém, usando um tomógrafo, que não estava disponível nos anos 80, afirma ter descoberto que Rom sofria de um tipo de enclausuramento psíquico ou "síndrome de prisão", em que a pessoa não consegue falar ou se mover, todavia pode pensar. O médico, então, disponibilizou um equipamento e o paciente começou a se comunicar, ajudado por uma terapeuta. (1) Com o dedo esticado, Rom digita, com surpreendente rapidez, em um computador de tela sensível ao toque, relatando sobre como se sentia "sozinho, solitário e frustrado", nos 23 anos em que ficou preso a um corpo paralisado. Para os descrentes, as respostas de Houben parecem artificiais para alguém com danos tão profundos e que passou décadas sem se comunicar. Porém, a equipe médica, que cuida de Houben, atesta que realizou testes especiais para comprovar que a comunicação do paciente, de fato, está ocorrendo.

O corpo físico de uma pessoa em coma não é capaz de perceber os estímulos internos e externos e de reagir, fisicamente, a esses estímulos apreendidos. Mas, espiritualmente, o indivíduo é capaz de perceber o que acontece em seu redor. Em verdade, quando o corpo entra em um estado neurofisiológico alterado ("estados alterados de consciência"), como o sono físico, o sonambulismo, o êxtase, o coma, etc., o perispírito tem possibilidade de expandir-se, e o Espírito se liberta, parcialmente, do corpo em repouso, embora ainda ligado, a esse, por um "laço" fluídico, sem o qual desencarnaria.

A Doutrina Espírita explica que o homem é constituído de três partes: o corpo físico, que possui automatismos biológicos dirigidos pela mente; o Espírito, centro da inteligência, indestrutível, que sobrevive à morte do corpo, libertando-se e retornando à vida espiritual, para voltar à vida material em uma nova reencarnação; e, finalmente, o perispírito, laço de união entre o Espírito e a matéria, corpo fluídico semi-material (energético) que "reveste" o Espírito e permite a ligação, deste, com o corpo.

Na Codificação, não encontramos farta referência sobre o coma, propriamente dito. Contudo, podemos compreender o que se passa com o Espírito no estado comatoso, refletindo as lições dos Benfeitores Espirituais, consoante explica O Livro dos Espíritos sobre "estado de letargia e morte aparente." (2) Para Kardec, "a letargia e a catalepsia têm o mesmo princípio, que é a perda momentânea da sensibilidade e do movimento (...)". Portanto, se no sono e na letargia a alma não fica presa ao corpo, a fortiori não ficará presa no coma, até porque "(...) o Espírito jamais fica inativo" (3)

No entanto, há pacientes, em estado de coma, que muitas vezes ficam presentes no local onde seus corpos ficam paralisados, presenciando o que ocorre ao seu redor ou em qualquer lugar, à semelhança do que confirma o caso Rom Houben. Se familiares, amigos ou médicos conversarem com o paciente, podem ter a certeza de que ele terá condições de ouvir e ver, sem, contudo, ter a capacidade de dar a resposta "física". Pode, até, surgir, normalmente, em sonhos, pois quem está aprisionado na cama é o corpo e não o Espírito. Portanto, o Espírito não fica preso o tempo todo ao corpo doente, pois, neste, só funciona a vida vegetativa e, nesse estado, o corpo só precisa do Espírito para mantê-lo vivo; o Espírito, somente "preso ao corpo" ficaria inativo, sem condições instrumentais para evoluir. Por isso, sabemos que, no coma, o Espírito poderá estar em outras dimensões, sem estar adstrito ao corpo, em situação semelhante ao de uma pessoa dormindo.

A miopia médica, para as questões espirituais, tem atrasado os avanços necessários para o tratamento integral do ser humano. A causa para alguém passar muito tempo em estado de coma, embora com profunda consciência na intimidade do ser, e compreendendo a Lei Divina como perfeita, é certo que essa experiência deva servir de resgate de débitos morais contraídos em outras vidas, ante a justiça do princípio da reencarnação.


FONTES:
(1) Linda Wouters é a terapeuta e afirmou à Associated Press que pode senti-lo guiar sua mão com uma pressão sutil vinda de seus dedos, e que inclusive percebe sua negativa quando digita uma letra errada
(2) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos, Rio de Janeiro: Ed. FEB, 2001, questões 422/424
(3) idem, questão 401.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Isso não é Espiritismo

Por Francinaldo Rafael
francinaldorafael@uol.com.br


Em uma rádio escutei a seguinte propaganda: "Fulano de Tal, médium, tarólogo e espírita, faz e desfaz qualquer trabalho. Consultas com hora marcada, R$ 50,00". Prontamente esclareço a você que lê este artigo: não se trata de um espírita. É alguém utilizando a credibilidade do espiritismo em proveito próprio.

Muitas seitas, cultos, rituais ou religiões usam em suas práticas a comunicação com os espíritos, jogos de tarô, cartas, quiromancia e outras tantas. Equivocadamente são confundidas com Espiritismo. Merecem todo nosso respeito, porém, cabe esclarecer que são adeptas do esoterismo ou espiritualismo. E nem todo espiritualista é espírita. O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal. É o conjunto de princípios e leis, revelado pelos espíritos superiores, contido nas obras organizadas por Allan Kardec, que constituem a Codificação Espírita: "O Livro dos Espíritos", "O Livro dos Médiuns", "O Evangelho Segundo o Espiritismo", "O Céu e o Inferno" e "A Gênese". Permite às criaturas o conhecimento das coisas, fazendo que saibam de onde vêm, para onde vão e por que estão na Terra; atrai para os verdadeir os princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança; abrange todas as áreas do conhecimento, das atividades e do comportamento humano, apresentando caminhos para a regeneração da humanidade.

Toda a prática espírita é gratuita, como orienta o princípio moral do Evangelho: "Dai de graça o que de graça recebestes". É realizada com simplicidade. Não tem sacerdotes e não adota nem usa em suas reuniões altares, imagens, andores, velas, procissões, sacramentos, concessões de indulgência, paramentos, bebidas alcoólicas ou alucinógenas, incenso, fumo, talismãs, amuletos, horóscopos, cartomancia, pirâmides, cristais ou quaisquer outros objetos, rituais ou formas de culto exterior.

A Doutrina Espírita esclarece que todo ser humano é portador de mediunidade em variados graus e ninguém é obrigado a "desenvolvê-la". O local que cobra dinheiro ou qualquer favorecimento material, não é um centro espírita. Como tudo na vida pode se tornar objeto de exploração, não nos surpreende alguém querer explorar o lado daquilo que equivocadamente chamam de sobrenatural. Médiuns interesseiros não são apenas os que exijam recompensas financeiras ou materiais, mas também os ambiciosos desejando reconhecimento pessoal. Em resumo, a mediunidade é uma faculdade concedida para o bem, e os bons espíritos se afastam de quem pretenda fazer dela um degrau para chegar ao que quer que seja que não corresponda aos objetivos divinos. Daí o grande número de embusteiros e falsos médiuns, dispostos a ludibriarem em proveito próprio.

Portanto, é dever do Espiritismo disseminar o esclarecimento, pois respeita todas as religiões e doutrinas, valoriza todos os esforços para a prática do bem, pela confraternização e pela paz entre os homens, independente de sua raça, cor, nacionalidade, crença, orientação sexual, nível cultural ou social. Reconhece que "o verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei da justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza".

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Francinaldo é estudante de jornalismo, e atual sub-coordenador de Comunicação Social
da Creoeste. Escreve a coluna Enfoques Espíritas toda terça-feira no jornal O Mossoroense.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

HOMOSSEXUALIDADE

Por Francinaldo Rafael
francinaldorafael@uol.com.br

Há oportunidade em que o público encaminha suas perguntas aos palestrantes da Semana Espírita de Mossoró, um dos principais questionamentos é acerca da homossexualidade. Certamente isso se dá em virtude de ser a Doutrina Espírita um dos poucos segmentos que compreende, explica e orienta sem nenhum preconceito.

Essa temática é bastante complexa porque não envolve apenas a questão de orientação sexual e afetiva. Há de se levar em conta também os desdobramentos do seu entorno, como a união legal, constituição de família, adoção de filhos, entre outros. Mas talvez o fator mais preponderante seja o preconceito enraizado na sociedade e o sentimento de culpa que é imputado a muitos que transitam nessa condição sexual.

Esclarece-nos o Espírito Emmanuel através da psicografia do médium espírita Chico Xavier (livro: Vida e Sexo) que em virtude das sucessivas reencarnações às quais todos nós estamos submetidos, o Espírito reencarna ora em posição de masculinidade, ora em feminilidade, o que sedimenta o fenômeno da bissexualidade mais ou menos marcante em quase todas as criaturas. Assim, o homem e a mulher serão desse modo, acentuadamente masculino ou acentuadamente feminina, sem especificação psicológica absoluta. A face disso, a individualidade em trânsito, da experiência feminina para a masculina ou vice-versa, ao reencarnar, demonstrará fatalmente os traços da feminilidade em que terá estagiado por muitos séculos, em que pese ao corpo de formação masculina. Idêntico processo pode ser visto com referência à mulher nas mesmas circunstâncias. Não necessariamente isso significa transitar pela homossexualidad e.

Recomenda o Espírito Joanna de Ângelis através da psicografia de Divaldo Franco (livro: Constelação Familiar) que se os pais notarem comportamentos nos filhos como preferência de natureza homossexual, devem examinar com espontaneidade sobre o significado da ocorrência, orientando o filho ou a filha para atitudes saudáveis de respeito a si mesmo, sem deixar que se instalem conflitos. Não tomar como uma infelicidade ou punição divina. Considerar a conduta moral acima do direcionamento sexual, pois a reencarnação é oportunidade de educação dos sentimentos e de aprimoramento das faculdades intelecto-morais, cabendo a cada um exercer a sua sexualidade conforme a sua constituição emocional, dentro dos padrões de dignidade e harmonia pessoal. As velhas impressões desagradáveis e preconceitos a respeito da ocorrência devem dar lugar às determinações das Leis Soberanas que dão oportunidade ao Espírit o encarnar numa ou noutra polaridade, a fim de desenvolver os valores relativos a uma como a outra experiência.

A coletividade humana aprenderá gradativamente a compreender que os conceitos de normalidade e anormalidade deixam a desejar, quando se trate de sinais morfológicos, uma vez que a dignidade e personalidade independem da vivência numa ou noutra condição sexual.

____________________________________________________________________________
Francinaldo é estudante de jornalismo, e atual sub-coordenador de Comunicação Social
da Creoeste. Escreve a coluna Enfoques Espíritas toda terça-feira no jornal O Mossoroense.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Site da 21ª Semana Espírita de Mossoró

Amigos ,
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